segunda-feira, 27 de julho de 2015

De novo, o ombro.

Estávamos na fila do caixa de um restaurante novo pra ele.
Eu ia à frente dele. E ai, no meio da conversa, ele, por trás de mim, passou um braço pela minha cintura e ventre.
O braço. O ombro onde apoiei a cabeça. O pescoço. E o cheiro... O cheiro.
Ele inteiro me segurava como se eu pudesse ser envolvida por inteiro, como se assim me dissesse que me protegeria de tudo. 
E ainda bem! Ainda bem... Porque, se ele não me segurasse daquele jeito, naquele abraço, meus joelhos me trairiam. A velocidade da Terra girando ia ser incrivelmente maior do que a minha capacidade de absorver tudo. Ele. Todo.
Como se as almas não estivessem juntas há mais de ano, ele me fazia sentir sempre nova. Sempre novos. Sempre.