quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sem entranhas para colocar para fora no momento.
Fazendo trabalho de matemática.
Fim de semana muito proveitoso com direito a primas e Mark.
Assim que der vontade, posto.
Desculpem-me por estar tão relapsa, sério. Tenho estado so damn busy...
Amanhã tem festa de Halloween da Skill, estarei lá (of course).

Take care you, guys.
And visit boys' blog! (http://teen-action2.blogspot.com )
Bisous.

Natália Albertini.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

D.

Passava à tinta todas as trinta e três linhas que tinha escrito à lápis na folha de almaço a ser entregue para a professora de Biologia.
Tinha a cabeça deitada sobre o travesseiro que havia colocado em cima da mesa, para maior conforto. O que a deleitava era o leve sussurro da caneta tocando o papel, imprimindo as letras, quando a gata deu um pulo do chão e foi direto à mesa, fazendo com que a caneta borrasse a folha.
- Aaaaah, meniina! - mas não pôde conter um leve sorriso de canto e acariciar o animal enquanto procurava o líquido corretivo no estojo.

Ps.: não, não tem continuação nem metáfora nenhuma. É bobo assim mesmo. Simplesmente o dia de hoje adicionado às saudades da minha Duquesa.
Natália Albertini.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O meu não, o meu é ótimo!

- So, guys, what's your reaction when your computer doesn't turn on, or your internet doesn't work?
- Aaaaah, teeeacher, I hate it! My computer ALWAYS does that! I always go crazy, mad and get reeeeally pissed off!
The teacher laughed softly, but then commented:
- Oooh, c'mon! You're overreacting!
The other student continued:
- Of course not, teacher! He's right! I feel like kicking it to see if it will work!
A third one completed:
- Yeeeah! Aaaargh, it knocks me out! It drives me mad!
The three of them said almost together:
- Yeah, yeah, that's right.
The teacher, after laughing a bit, got her book. But while she was doing that, the fourth student, who had kept silence during all the debate, finally said:
- Teacher, I don't get like that. My PC is great, it never shuts down while I'm using it, it never breaks - and smiled a little.
It's obvious that the three other students glimpsed at him (with lasers). And it's also obvious that the teacher couldn't stop laughing.

Ps.: Assim não dá, pessoal. Qualquer dia vocês me matam...
Natália Albertini.

Velocidade de Concentração.

Debaixo da luminária de mesa, respirando quase que imperceptivelmente, deixou as pálpebras se fecharem, permitiu que a mente vagasse por alguns momentos.
Os sete livros estavam abertos sobre a peça de marfim que usava como mesa. Sua cabeça estava deitada, seus cabelos jogados, na página 229 do livro de Química, na parte de velocidade das reações. Foi obrigada a tirar aquele pequeno "cochilo", se é que se pode chamar assim apenas o descanso dos olhos, quando viu o nome do capítulo.
Foi preciso permitir-se alguns momentos a sós com sua própria mente, ousando até alguns movimentos que alcançaram lembranças boas que eram trazidas pelo cheiro de livro que as narinas inalavam a cada inspirada profunda que dava.
Depois de alguns instantes, quando a posição passou a provocar-lhe dor nas costas e no pescoço, retomou a postura, respirou fundo umas duas ou três vezes mais e pegou de volta o marca-texto na mão, trazendo de volta a vontade de estudar (?) e a concentração (1g/mol. E ai quando eu quiser quantos gramas tem um mol e meio, eu...).

Natália Albertini.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

As amoras estão de fato se tornando parte fundamental da minha vida.
Hoje mesmo, ao lado de duas grandes amigas minhas, rapei galhadas e galhadas duma amoreira. (h)

Passem bem.
Beijos.

Natália Albertini.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Amoreira.

Desviou os olhos da página em branco, fechando, sem ter coragem de lançar um último olhar, o livro que tinhas em mãos: estava acabado.
O que a preenchia agora era aquela sensação antagônica, inexplicável que se sucedia quando se terminava uma obra, qualquer que fosse.
Deitou o amontoado de paginas a seu lado virado para baixo, incapaz de enfiá-lo de uma vez na bolsa, bem como olhar sua capa, o que, com certeza, provocaria irresistível vontade de começar a ler tudo de novo, só pelo prazer de reviver a trama.
Alongou as costas, puxando os braços acima da cabeça, esticando a blusa que momentaneamente descobriu-lhe a cintura. Enquanto se encompridava, suas mãos tocaram algumas folhas do galho mais baixo da árvore em que se recostava.
Tornou a cabeça para cima e dirigiu os olhos ao local de suas mãos, enxergando o que seus dedos não tinham visto: pontinhas pretas arroxeadas despontando do amontoado de verde.
Não pôde impedir que o canto direito de sua boca subisse, formando um sutil sorriso de canto graças à visão agradável.
Abaixou as mãos, limitando-se a simplesmente olhar as pequenas frutinhas por algum tempo, satisfeita na constatação em si. Satisfeita com a própria tese, sem mesmo exigir a prática, o toque.
Depois de alguns instantes, levantou uma das mãos e passou a colher algumas daquelas amoras, depositando-as ao lado do livro, sobre a canga em que estava sentada, estendida na grama.
Ajeitou as costas e as encostou novamente no tronco do pé de amora, desabotoando os primeiros botões da camisa xadrez, feliz com o calor.
O sorriso não desapareceu facilmente, ficou ali, estampado por todo o tempo em que fazia o trajeto das bolinhas, desde o chão até sua boca, sentindo o sabor explodir, percebendo a tinta sujar seus dedos como sangue, mas um sangue sem dor, um sangue de satisfação.
Talvez devesse levar algumas daquelas para o menino que tanto as apreciava. É, talvez devesse... Mas estavam tão boas...tão boas que... Ah, ele que pule alguns portões depois, minhas amoras eu não divido com ninguém! Pelo menos, não hoje.

Ps.: É, meio egoísta, mesmo... Mas elas estavam tãããão gostosas... *-*
Natália Albertini.

sábado, 3 de outubro de 2009

É muita babaquice pular o dia todinho só por estar feliz porque EU VOU NO SHOW DO AC/DC?
Pois é...
Sendo ou não...
EU VOU NO SHOW DO AC/DC!
*-*

Beijos.
Natália Albertini.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Turn your mobile off, please.

Outros julgariam aquela posição muito estranha e improvável para alguém assistindo a um filme num cinema, mas para ela era confortabilíssima.
As personagens mexiam-se com tanta fluidez, que qualquer movimento de suas próprias mãos lhe parecia absurdamente bruto.
Por um momento desligou-se do contexto do filme e passou a fixar-se nas personagens em si, nosvestuários, na maquiagem, nos cabelos, nos pequenos detalhes do cenário que passam despercebidos aos olhos da maioria.
Prendeu-se à trilha sonora, àquela música tranquila. Alguma melodia que longinquamente se parecia com Anya Marina.
Prestou atenção em cada detalhe da cena à sua frente, destacando pontos que alguém jamais notaria. Simplesmente pelo puro prazer de ver, cega, o que os outros, ditos portadores da visão, nunca veriam.
Fazendo o papel de quem sabe uma segunda Joana, esquecida de qualquer Otávio e muito mais de qualquer Lídia, perscrutou-se, redescobrindo os nós dos dedos, tensos, amarrados uns nos outros, aflitos com o decorrer da história, em oposição aos ombros que, relaxados, viviam o momento como um todo, aproveitando desde a textura do ar condicionado até o sutil acariciar do algodão da blusa.

Certo tempo depois, deixou a sala de cinema sozinha, ajeitando as vestes e a bolsa no ombro. Deixando para trás toda aquela fantástica experiência, tentanto arquivar o máximo de informações possível, tentando não se sentir precipitadamente nostálgica, como costumava fazer a cada vez que se dava por conta que o relógio custava muito a retroceder os ponteiros.

Ps.: aquele cheirinho de ar condicionado é do ozônio, right? Ozônio. Ozonólise, cetona e aldeído...
Natália Albertini.