domingo, 2 de abril de 2017

Outra vez.

Mais uma vez, a morte me pega de sopetão.
Numa sexta à noite, quando tudo ia bem, a morte veio pelo telefone, nos deprimir, nos revirar.
"Infelizmente, ela não aguentou", foi a mensagem passada.
Muita correria, meus pais viajaram na madrugada com meus avós para chegarem até meu tio, lá no Sul.
E estamos nos falando por whatsapp por enquanto.
Minha mãe diz que está tudo até que bem, sem muito choro... Mais de vinte anos, fazia, que ela teimava com o câncer em deixá-la por aqui mais um pouco.
"Foi melhor assim pra ela", a gente tenta se consolar...
Foi? Será?
É engraçado como a gente tenta achar meios de aliviar a dor.

Eu sei, tia, que a gente não se via há um tempão. Mas sei também que o amor era puro. Assim como meus cachos sempre nascem loiros e o seu cabelo sempre nascia tão preto e forte, como você sempre brincava.

Isso ai.
Outra vez você vem mostrar seus caninos e me derrubar. 
Parabéns, você não erra nunca, desgraçada.
Espero que um dia se depare consigo mesma. E que se leve.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Um novo ano.

Acabei de voltar de Buenos Aires. Passei lá oito dias.
Foram oito dias incríveis. Mesmo.
Por muitas vezes eu pensei em escrever algo, mas na correria da viagem e no cansaço que me batia ao entrar no quarto do hotel, deixei passar.
Eu tinha uma ideia bem boa, tentei ao máximo guardá-la. Posso até revirar as memórias agora e tentar vomitar algo, mas... Não sei...
Bem, um novo ano começou.
Achei que valia o marco aqui.
Um novo ano. Uma nova chance de eu voltar a escrever, de me revirar.
Vejamos o que isso me traz...