domingo, 23 de novembro de 2014

R.

Ela era morena. E comprida.
Tão comprida quanto eu, mas se dobrava com muito mais facilidade.
Sentava ali do meu lado, assistindo a aquele filme comigo, como se fosse uma pessoa qualquer. Como se não tivesse saído da minha própria imaginação.
Tinha os cabelos lisos num coque, e os olhos ansiosos detrás de um par de óculos.
Os braços e as pernas eram longos, muito longos. Claro, eu os desenhei assim para que pudessem me resgatar mesmo do mais profundo poço.
Tinha um sorriso largo e rasgado, que não tardava em aparecer para me confortar.
Eu ficava esperando minha irmã - esta, sim, real - a meu lado esquerdo, a qualquer momento me pedir para parar de fantasiar e inventar amigos imaginários, e parar de falar com eles. Mas aquilo seria tão difícil... Porque aquela que eu havia criado parecia tão real.
Ela andava, falava e me compreendia como ninguém.
Bom, talvez pelo fato de que compartilhássemos da mesma mente, mas isso já não vem ao caso.
Meu coração, contudo, era só dela.

Natália Albertini.

Resgate

O semáforo abriu e eu segui em frente, acelerando para o início do viaduto.
Foi quando vi, a meu lado esquerdo, parado no acostamento daquela pista, um homem.
Ele tinha a pele cor de cansaço, mas os cabelos ainda mantinham um tom de vivacidade. Vestia calças rasgadas e nada calçava.
O que me chamou a atenção, todavia, foi o que ele tinha nos braços: um pequeno gato, mesclado e bastante assustado.
O homem olhava de volta para o outro lado da via, onde alguém o devia esperar. A ele e ao gato.
Ele segurava aquele felino com tanta afeição. Eu quase conseguia ouvir o filhote ronronando em gratidão.
Tinha uma outra coisa também... Não era só o filhote que se agarrava ao homem. O homem também se agarrava àquela bolinha de pelos.
Quase pude ver, ali, naquele cenário de cimento, o amor que o homem passava para o pequeno bicho. E também a esperança que o gato passava para aquela criança crescida.

Natália Albertini.

domingo, 21 de setembro de 2014

Ninho.

Água.
Tinha água batendo no vidro da janela sem cortinas.
Demorei a perceber que o barulho era real.
Franzi o cenho e me espreguicei, custando a deixar pra trás o sonho cinzento que me envolvia. Estiquei o pescoço e olhei para os vidros agora camuflados de gotas d'água.
A chuva caía grossa, tão silenciosa quanto podia ser numa manhã de domingo. O céu era cinza, tão nublado quanto a atmosfera onírica que teimava em não me largar.
Quase hora de ir embora, pensei, mas logo me encolhi de novo.
A cama que me acolhia era velha conhecida minha. E aqueles braços também.
Aquele peito largo, destemido e quente que agora me servia de travesseiro respirava com tranquilidade. Subia e descia emanando uma paz amarelo claro. Ronronava também.
Ali, escondida naquele ninho macio que eu ousava, por vezes, clamar só meu, o barulho da chuva parecia oco. Eu já não ouvia tão bem as gotas se atirando contra as janelas e escorrendo dramaticamente.
Ali eu só ouvia o ar entrando e saindo, e uma batida constante de algo que vinha de dentro. Uma batida que não só pulsava sangue, como também carinho. E o pulsava direto para as minhas veias.
Aninhada no meio daqueles ombros, debaixo daquele pescoço que eu tão bem conhecia, a chuva calava-se. A tempestada ficava pra fora. Enrolada nele, meus pensamentos não passavam de zunidos abafados. E, meu deus, ele fazia isso tão bem! Tudo parecia tão mais doce e sutil quando ele me tocava.
Devia mesmo ser hora de ir embora, mas, minha nossa, que sono...
O sono me voltava como um mar adocicado, de ondas delicadas, me embalando com aquele cheiro só dele.
Talvez eu possa ficar aqui, quem sabe, só por mais um tempinho...

Ele me engoliu. De novo.

Natália Albertini.

domingo, 10 de agosto de 2014

Cafajeste.

Ele se movimentava pela casa naturalmente, enquanto eu ficava ali parada, olhando para aquela vermelhidão por segundos que pareceram eternos.
Não podia não sorrir diante daquilo, era inevitável.
Vi dois pedaços de fita finos e vermelhos pendurados em algo que saía da parede, não importa. Só me importava olhar aqueles cordoezinhos feitos de bibelô.
Uma massa disforme, mas pesada e intransigente me subiu pelo estômago e garganta. Uma massa colorida, de densa felicidade e de uma afeição azul bebê.
Respirei fundo e me esforcei para empurrá-la pra baixo, mas ela insistia. Me fazia abrir ainda mais o sorriso.
Ainda meio sem chão, só consegui emitir algumas palavras:
- Você guardou as fitinhas...
Aquelas que um dia selaram minhas tranças.
Displicente, não prestei muita atenção à resposta dele, mas acho que ele disse que sim, as havia guardado.
Ele agora prostrava-se próximo a mim, e o cheiro dele me enchia o peito.
Baixei os olhos e inspirei profundamente mais uma vez.
Não consegui definir muito bem aquele momento. Foi como uma explosão de felicidade, carinho e frio na barriga.
Asas amarelas e azuis de borboletas alegres demais batiam-se contra minhas paredes gástricas. Um zumbido me enchia a cabeça.
E então, ainda atordoada, quando olhei para ele de novo, pareci ter visto em suas mãos uma forma rubra, massiva, com cavidades, que pulsava satisfeita e quente.

Natália Albertini.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Smile, Sunshine.

Haviam duas camas, mas eles se espremiam numa só.
A noite tinha sido turbulenta, mas o Sol os poupou, invadindo o quarto pela sacada com uma luz mais fraca que o habitual.
Ela abriu os olhos de leve e checou seu travesseiro: um braço forte, tatuado e muito aconchegante.
Ela se empurrou um pouco pra trás, se encaixando melhor no corpo atrás do seu, que reagiu abraçando-a mais forte.
Era um corpo grande, quente, e tinha um cheiro que ela reconhecia de muito longe.
Aos poucos, ele também despertou.
Apertou-a nos braços e beijou-lhe a nuca, enroscando suas pernas na dela.
Sua mão, pesada, se precipitou por dentro da blusa dela, a única peça que aquele corpo menos quente vestia, acariciando suas costelas e peitos. Depois, desceu novamente, encontrando seu umbigo e, então, o quadril exposto e branco.
E então, sim, um pouco mais pra baixo e...
Ela se contorceu e gemeu baixo, abrindo o primeiro sorriso da manhã.
Foi então sua vez de usar as mãos e fazê-lo sorrir.
Por debaixo do cobertor azul, as mãos traçavam caminhos obscenos, cor de vinho.
Ainda de costas, ela sentiu a animação dele crescer, engrossar.
O sorriso se alargou. O de ambos.
A cama cuspiu duas camisetas, e depois uma bermuda.
O cobertor, contudo, ficou. Por cima, assim como ele.
E o Sol brilhou mais forte.

Natália Albertini.

Marshmallow

O dia era bastante frio pra uma manhã de maio.
Uma chuva fina e insistente batia nos vidros do carro, como se um domingo já não fosse tedioso por si só.
Todavia, aquela domingo não ia tão monótono assim...
Ele dirigia e defendia suas opiniões com afinco dentro daquele casaco grande de náilon.
Seu tom de voz era amadeirado, melodioso aos ouvidos dela, que prestava bastante atenção no que ele dizia.
Prestava mais atenção, com tudo, no jeito como ele falava. E em como ele ficava bem de barba.
Não conseguiu se conter e, por algumas vezes, arrumou um ou outro fio que destoava. Debaixo do queixo dele, ou mais perto da orelha, quase à altura dos óculos, onde aquela barba densa se juntava com o cabelo que ele agora tanto aprovava. Barba e cabelo, ambos do mesmo tom, mas os olhos... Ah, os olhos, não... Estes tinham uma cor ainda mais doce, quase caramelo. E ela realmente gostava de como esse caramelo escorria por sua pele quando ele a encarava.
Ela sorria bastante e concordava com quase tudo que ele dizia.
Por um momento, e ela sinceramente esperava que ele não a julgasse por isso, ela divagou, se distanciando do que ele falava. Sua mente alcançou outras plataformas...
Era realmente uma atmosfera muito boa que havia dentro daquele carro, protegidos da chuva e do frio.
Ele já havia alcançado a quarta marcha, e não tinha colocado a mão na perna dela.
Pensou em como arrepios vinham à tona quando ele a tocava, ou apenas a encarava, e em como estavam numa fase boa. E pensou, abrindo ainda mais o sorriso, que tudo isso era ainda melhor porque eles não precisavam delimitar ou (ainda melhor) explicar o que estavam sentindo, até porque não era nada violento ou arrebatador. Era só... Uma sensação muito boa mesmo, easygoing. Como a sensação das ondas que chegam mansas, quase no fim, e batem nos pés que descansam sobre a areia morna.
O carro encostou. Ela voltou a mente a ele, que agora sorria.
Ela sorriu de volta e agradeceu. Esperava que ele entendesse que não só pela carona, mas pela parceria recém criada. Pela areia e pelas ondas quentes.
Ela o beijou de leve e virou o corpo pra sair do carro, ao que os dedos dele fizeram um círculo no ombro esquerdo dela.
Ela se voltou novamente pra ele e, ali, frente a frente, percebeu que ele provavelmente compartilhava da mesma sensação marshmallow que ela.
Sorriu mais uma vez e o beijou com mais afeto.
Um até breve foi dito, e ambos tomaram seus caminhos de volta com um sorriso no rosto.

P.s.: ah, ela sabe que ele ficou olhando ela ir por uns dois ou três segundos antes de engatar a primeira marcha e sair de novo. E, com isso, entrou na estação de metrô tentando conter um sorriso.

Natália Albertini.

domingo, 18 de maio de 2014

Madeira.

Ele parou, de joelhos, por cima dela, com o tronco erguido.
O pescoço e os ombros eram como rocha esculpida. Amadeirados.
O peito largo e questionador arfava.
Seu rosto ia limpo, com sentimentos distintos e indefiníveis à mostra.
Naqueles míseros segundos, o quarto silenciou.

A penumbra encobria os móveis, mas havia certa luz argêntea.
As paredes tinham a tinta cinzenta descascada, a cama, os lençóis revirados, e o chão, as roupas.

Ele inspirou profundamente outra vez, olhando aquela criatura debaixo de si, com os cabelos estendidos e a pele em chamas.
Os olhos vermelhos dela não se desgrudavam dele em nenhum momento. Dos seus cílios, do seu maxilar e dos seus braços.
Os sete segundos passados foram o suficiente para ele registrar aquela cena quase notívaga.
E então, ele avançou.

Enquanto ele lhe rasgava o pescoço e o baixo ventre, fazendo jorrar o visco rubro, num completo frenesi, afogando-a com aquele cheiro sobrehumano e hipnótico, a cabeça dela pendia solta para fora da cama, o cabelo encostando no chão.
Ela via a lua cheia de si, sorrindo pra ela, iluminando a sacada aberta, os livros, e toda a cidade. Todos de ponta-cabeça.
E se São Paulo toda olhasse para aquela sacada aberta durante aquelas horas todas, teriam visto o fogo engolindo as paredes.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Untitled.

Eis que aos 21 anos de idade, me sinto nostálgica as fuck.
Revirei meu blog nessa última hr e achei tanto texto, tanto sentimento, tanta gente, tanto eu que deixei pra trás... E pelo simples fato de crescer, de mudar de fase, de o tempo ser inconstante.
Escrever esses dois primeiros parágrafos já são o suficiente para me causar náuseas, dores agudas no peito e uma incrível bola de lágrimas na garganta.
Acho que por isso agora minha ausência desse blog é sempre tão mais espaçada.
Acho que me tornei menos humana, e mil vezes mais covarde.
Sinto muita falta de escrever, mas escrever como escrevo implica em vomitar meus sentimentos em palavras, e isso sempre vem com uma dor incrível, é um peso quase que insustentável, e talvez por isso eu o tenha evitado tanto.
Meu Deus, eu já deixei tanta gente pra trás... Isso me dói.
Uns de propósito, mas a maioria, não.
Sou grata por sempre ter escrito pelo que estava passando, porque, hoje, quando releio meus textos, do ano passado ou de 2008, ainda consigo lembrar quase que exatamente o que me impulsionou a escrevê-lo e como eu escrevi aquilo.
Sinto falta daquela menina de 15 anos que foi contra o instinto da mãe e andou sozinha por São Paulo pra fazer um curso de escrita. Sinto falta daquela menina que se fazia de durona, que sempre se dizia bruta e fria, mas que, no fundo, guardava algumas coisas.
Hoje, eu continuo me mostrando fria, o problema é que isso já é muito mais próximo do que realmente sou por dentro... Onde é que vim parar?
Tenho uma gaveta cheia de pedaços de papel, cada um com um nome ou uma foto, a gaveta está inundada deles, mal abre.
Por cima, e na frente, estão as pessoas que nunca deixo sumirem da minha vida, mas mais ao fundo, mais pra trás, existem tantas outras... E o que me falta para resgatá-las? Porque deixei afundarem tanto?
Sim, eu sei, nada é constante nem permanente, mas por que ainda não inventaram o botão de replay pra vida real?
Eu sinto falta dos meus amores platônicos, de amigos que tive, e muito mesmo dos meus avós. Principalmente de você, vô. E acho que você sabe como sofro por isso todas as noites, mesmo quase quatro anos depois.
E sabe o que é pior de tudo?
É que isso me tirou um pedaço tão grande de humanidade que hoje não consigo ficar muito tempo perto dos meus outros avós, porque tudo deles me faz lembrar você, ou porque eu tenho medo de me apegar demais a algumas manias deles que sei que me afundarão o peito só de lembrar quando eles se forem.
Hoje sou uma pessoa feliz, mas revirar esse blog sempre me faz pensar em quão mais... Extensa eu parecia ser.
Meus sentimentos hoje são muito mais simples e diretos, quando não expostos a situações extremas.
Talvez fossem só os hormônios da adolescência, que faziam tudo parecer mil vezes mais intenso, mas de qualquer forma...
Sinto falta de muita coisa.

Eu não queria crescer...
Não queria, mesmo.

Natália Albertini.

Let There Be Rock!

Eu tinha dezesseis anos, muito AC/DC na cabeça e pouco dinheiro no bolso, mas os caras iam vir pra cá.
A porra da minha banda favorita ia se apresentar aqui em São Paulo, no Morumbi, eu TINHA que ir.
Na época eu dava umas aulas de inglês, juntei alguns pagamentos consecutivos e esperei abrirem as vendas.
O dia que fizeram isso foi uma sexta-feira, eu estava no colégio e ia pro ponto de venda depois da aula, mas quando eram mais ou menos umas dez da manhã, alguém (não me lembro muito bem, isso já tem quatro anos) me avisou que a fila já era imensa, e corríamos o risco de não conseguir.
De alguma forma, eu convenci minha mãe a me tirar da escola naquele momento, sabendo que ia perder as demais aulas (sempre fui "nerd" nesse sentido, não cabulava aula, nem nada), e me levar pra lá.
Fiquei na fila com um amigo meu por algumas horas, até que chegamos no balcão de venda e compramos.
Meu ingresso dourado.
Compramos o ingresso pra ver o AC/DC tocar.
A espera daquele dia até o dia do show deve ter me arrancado um belo pedaço do fígado, não aguentava mais esperar o tal 27 de novembro de 2009.
Enfim, chegou.
Mais uma sexta que cabulei aula.
Meu pai nos levou à fila do show às nove horas da manhã daquele dia. Muito contrariado e com belos sermões no caminho todo, minha mãe me dando conselhos a contragosto... Mas chegamos.
E ficamos na fila o dia todo, pensando em que músicas tocariam, berrando a cada corda de guitarra tocada na passagem de som, que ouvíamos lá de fora.
Eu nunca tinha ido a nenhum evento daquela magnitude, nem muito menos a um show de rock.
Ver todas aquelas pessoas na fila, ansiando pela mesma banda, entoando os mesmos hinos... Foi sensacional.
Então, até que enfim, os portões foram abertos...
Entramos naquele lugar imenso, junto com outras 70 mil pessoas vestidas de preto, procurando um lugar na arquibancada.
A noite foi caindo, e tudo o que a gente conseguia enxergar eram as milhares de luzinhas vermelhas piscando por todo o estádio - os chifrinhos nas cabeças!
Caralho, parece que... Parece que...
PUTA MERDA, OS CARAS ENTRARAM.
COM UMA PUTA DE UMA LOCOMOTIVA NO PALCO.
Aquilo foi incrível, foi... MINDBLOWING.
Eu nunca tinha ouvido rock and roll tão alto, nem sentido a guitarra me vibrar na pele. Nem muito menos ver aquela multidão imensa gritar as mesmas músicas juntas, todos com a mesma energia.
Era hipnótico.
Aquele foi um dos melhores dias da minha vida, e eu o descrevo assim desde então.

Não consigo explicar todo o turbilhão de sentimentos que tive naquele dia, mas acho que hoje eu consigo ver com muito mais clareza.
Estou lendo minha terceira biografia (um gênero que não me agrada muito) de uma banda - li a do Ozzy e a do Maiden antes - e essa é do AC/DC. Me enfiando nas raízes escocesas e australianas deles.
E, puta merda, como o rock pesa na minha vida, cara.
É sensacional.
Ano passado vi o Iron Maiden tocar, e chorei quando os caras entraram, porque minha compreensão de tudo agora é mais ampla... E não quero dizer com isso que, uau, sou foda, sei tudo sobre rock. Pelo contrário! Sei que sei muito pouco sobre ele, mas entendo quanta diferença ele faz na minha vida.
Hoje, quando olho pra trás, pra aquela menina um pouco omissa de dezesseis anos, caralho, que orgulho que me dá.
Eu estava vivendo, da minha maneira, meu ideal rock and roll.
Por menos hard que pareça, eu taquei o foda-se pro que mais me importava na época - as aulas, meus pais, o dinheiro etc - e dei um jeito de ir ver meus maiores ídolos da época.
Desde então, vi algumas bandas épicas ao vivo, como o próprio Maiden, Ozzy (inclusive junto com o Iomi!!!!), Whitesnake etc, e, puta que pariu, dá pra ser viciada em show de rock?
Não só em show, mas em toda essa atmosfera que ele é capaz de criar, de me fazer arrepiar só de ouvir o McBrain na batera ou a guitarra do Angus, de querer dar tudo de mim em tudo o que faço, e não desistir nunca, dá pra ser?!
Hoje, se eu pudesse falar com aquela Natália de 16 anos, eu lhe daria um belo chacoalhão e diria que aproveitasse como se fosse o último dia da sua vida, porque aquele show valia aquilo.
Eu espero sinceramente que o Malcolm se recomponha e possamos ver uma turnê em comemoração dos 40 anos de banda dos caras, mas se ele preferir se resguardar disso... WHAT THE HELL, I'VE SEEN THEM.
E... FOR THOSE ABOUT TO ROCK, WE SALUTE YOU.


Divaguei um pouco, mas estou me obrigando a voltar a escrever e não sei se alguma vez já declarei com todas as palavras assim meu amor ao rock.

Natália Albertini.