sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Vai, vida, mas não esquece de voltar depois.

Acho divertido pensar que ainda hoje de manhã eu estava com bolhas e vergões espalhados por todo o meu corpo enquanto tomava injeções, soro e me apaixonava pelo médico; e mais tarde já estava super bem, fantasiando a noite do dia sete de março, me olhando no espelho da loja com o vestido verde de vampira (segundo Fefê).
E é desse balanço, desse vai-e-vem, dessas ondas, desse oceano da vida que eu gosto.

Natália Albertini.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pra ninguém ler.

Esse calor infernal que envolve e sufoca meus pensamentos como um abraço de urso ás vezes me irrita. E não sei se o mais irritante é o calor ou meus pensamentos, ou se simplesmente é a combinação desses dois elementos desgraçadamente persistentes.
É só que um cansaço tão grande me abateu hoje. Não, óbvio que eu não estampei isso no rosto pra todo mundo vir me perguntar o que eu tinha. Dei risada como sempre dou, sorri como sempre sorrio, abracei como sempre abraço, andei como sempre ando, engoli como sempre engulo, assim, empurrando, escondendo até de mim aquilo que talvez não seja muito agradável de se descobrir.
Se ainda fosse um nome só que me confundisse. Mas acho que são até dois (ou mais?) que estão me perseguindo por esses dias. E não o fazem por eu suspirar por eles muitas vezes, não, é exatamente pelo contrário. É exatamente por eu não fazer isso.
É, mundo. É, blog. É, olhos curiosos e pacientes que leem [sem acento, de acordo com a nova (estúpida) regra gramatical], é isso. É só mais uma forte pontada de egoísmo. Realmente, espero que ninguém tenha lido isto até o final, porque é simplesmente uma bobagem enorme daquelas que a gente põe pra fora só pra ouvir a própria insanidade.
Não vou procurar motivo algum pra toda essa angústia e melancolia (ai, melodrama), se é que existe algum, né? Porque tenho certeza que, mesmo que não haja, minha mente vai dar um jeito de me empurrar dum precipício onde encontrarei razões insanamente nonsense que, por alguns míseros segundos, farão muito sentido, e irei (fingir) me martirizar até o fim do dia, martelando naquela específica razão que de racional não tem nada.
Ah, anyway... Só espero que tudo dê certo pra você hoje lá naquilo tão importante, nome 1. E, pra você, nome 2, tomara que tenha um bom jogo na sexta-feira.

Ps.: ah, é, (tri)feliz três anos de namoro pros meus amores, Gustavo e Carol. Desejo-lhes tudo de bom, e vocês sabem mais do que ninguém. Beijos especiais a vocês.
Ps2.: "all that is left is all that i hide..."
Natália Albertini.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Mãos no bolso.

A aula passava de maneira até rápida, mas não saía de sua cabeça a incerteza. Dali a algum tempo estaria voltando pra casa, sem notícias dele por sabia-se lá quanto tempo mais...
O professor de cabelos grisalhos terminava de colocar na lousa a fórmula Q=n.e, quando algo lhe chamou a anteção a seu lado direito. Ao olhar para o professor e ver que este já virava a cabeça em direção às duas figuras, fez o mesmo.
Seu coração tropeçou, pulsando uma vez mais forte e demorando um pouco a retomar a frequência usual. Seus olhos não se encheram de lágrimas porque a pressão que ela fazia contra o maxilar era ainda maior que a vontade de expurgar aquelas ondas salgadas.
Encostado no batente da porta, estava ele. Com os ombros meio caídos, as mãos metidas nos bolsos da calça jeans, o cabelo recentemente cortado, a camiseta, sabia ela, mesmo sem ver, esticada nas costas e o pé esquerdo cruzado sobre o direito, ele já tinha os grandes, escuros e profundos olhos fixados nela, e ela sabia que os dele a haviam encontrado exatamente no momento em que os percebeu.
O canto esquerdo da boca dele subiu levemente, dando-lhe um sorriso torto completamente seguro. Aquele sorriso que a fazia sentir-se em terra firme. Sorriu de volta, sem muita reação.
Logo em seguida, olhou para o outro lado da porta e viu uma outra figura alta e loira. Uma moça de cabelos meio compridos, lisos e olhos encantadoramente azul. Tudo o que lhe faltava para ser considerada um anjo eram as asas e uma auréola. Sorriu para ela também, imensamente feliz em vê-los ali.
Depois disso, por mais uma ou duas vezes os olhares da aluna e dele se cruzaram, e ela se encantava ao perceber que, a cada um daqueles, uma mensagem de carinho e saudades entrelaçados era passada.
Enquanto esperava que a mãe a viesse buscar, conversou um pouco com eles dois, distribuindo sorrisos, mas sem conseguir muito bem o olhar aos olhos. Pois sabia que, se o fizesse, ela teria de se afundar em seu abraço para não cair ao chão, e não queria aquilo naquela hora, portanto simplesmente evitou contato.
Antes dos dois irem embora, foram se despedir dela que ficaria ali por um tempo mais. A moça deu-lhe um abraço e prometeu voltar logo. Assim ele também o fez, porém colocando um pouco mais de intensidade no abraço, como sempre fazia.
Assim que os dois partiram, ela sentiu um pedaço seu sendo levado junto, como se um vazio enorme começasse a se espalhar por seu peito e todo seu corpo.
Nos minutos seguintes, uma de suas boas amigas conversou com ela sobre tudo aquilo, sobre tudo o que ela, por sua vez, tinha reparado. A menina, encantada com tudo o que a amiga tinha reparado, não pode dizer mais palavras a não ser:
- É, soul, ele é meu melhor amigo...

Ps.: Não sei como algumas pessoas conseguem tomar a outras (mesmo que completamente frias e desapegadas --' ) desprevinidas e incluirem-se em suas vidas a ponto de não poderem voltar atrás. Um dos mistérios que não pretendo desvendar.
Pss.: (Muitíssimo) Obrigada às três pessoas maravilhosas inclusas nesse texto por me ensinarem a cada dia o quão importante é tê-los por perto. Não que isso seja muito fácil de ser dito/digitado...mas eu...amo vocês. E muito. Muto obrigada por tudo que têm feito por mim. Especialmente você, e você sabe que é você quando ler isso.
Natália Albertini.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Behavior.

Meu comportamento tem estado um tanto quanto diferente nos últimos dias. Não que seja algo perceptível, imagino. Acho que é algo que somente eu mesma posso notar.
O motivo disso só eu e mais duas ou três pessoas sabem, mas superficialmente. É, nem eu sei de verdade porque eu quero tanto que essa tal coisa aconteça, que esse pedido se realize da melhor maneira possível.
Acredito que tudo tem seu tempo. Tá, tá, super clichê, mas realmente acredito que, se certas coisas acontecem, era porque elas tinham de acontecer, e, se não acontecem, é porque não tinham de acontecer. E eu até que aceito isso muito bem. Claro que, em casos extremos, todo mundo se desequilibra um pouco, mas anyway...
Em relação a esse meu pequeno conflito, vou aceitar caso não aconteça, mas eu quero muitíssimo que dê certo. Se der...Deusa, ficaria tão feliz, mesmo que acabasse em dois segundos.
Ai, se só querer já fosse andar o caminho inteiro...

Natália Albertini.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Ondas.

Em intervalos irregulares e desesperadoramente curtos, essa água salgada se acha no direito de pular dos meus olhos. Mas, pelo menos por hoje, nem que eu tenha que esmigalhar meu maxilar de tanto mordê-lo, vou tentar fazer com que esse mar fique dentro de mim.
O pior de tudo é não ver motivo aparente pra todo esse escândalo.
At these points, I even wish I had another kind of shoulder to cry over...Anyway, it just...doesn't matter.

Natália Albertini.