quarta-feira, 28 de abril de 2010

Contramão expansiva.

Me divirto e sinto pena das pessoas ao me dar por conta em quão pequenas, nostálgicas e relutantes são suas mentes.
Acho que assim, nesse mundo, eu é que tô na contramão...

Ps.: ai caceeeeeeete, eu adoro correriaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!
Ps2.: sim, sou uma pessoa normal.
Natália Albertini.

domingo, 25 de abril de 2010

Esfomeados.

Corria por uma casa abandonada, tropeçando em degraus no meio dos corredores e encurralando-se diante de toda aquela escuridão asfixiante.
Os certos e famintos passos se aproximando, se aproximando.

Suas mãos suadas esfregaram seus olhos.
Acordou.
Chovia forte do outro lado da janela, transtornados trovões tremeluziam e atracavam as venezianas.
Encolheu-se debaixo do fino lençol, vasculhando o quarto em busca de sabe-se lá o quê.
Dobrou o dorso e respirou fundo, trancando os olhos a nove chaves.

Ps.: e como estou indo dormir, paro por aqui, hehehe.
Natália Albertini.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ácido láctico e Jazz

Apoiou o pé direito na barra, com o joelho apontado para o teto, e forçou o tronco para frente, sentindo a virilha estremecer.
Colocou o pé de volta no chão e repetiu o exercício com a outra perna.
Tomou um gole de água e respirou fundo.
Em seguida começou sua série de pliés.

Ao acordar no sábado sentiu suas pernas pesarem.
Ah, aquela dor.
Todo aquele ácido láctico escorrendo por seus músculos...
Um dos pequenos deleites da vida que lhe faziam bem.

Natália Albertini.

domingo, 11 de abril de 2010

Juventude.

O rapaz estremeceu debaixo das cobertas. Revirou-se na cama e automaticamente seus braços procuraram o corpo dela.
Acharam-no.
Envolveram-ne com ternura, costume e conforto.
A moça se encaixou em seus braços, encolhendo-se um pouco mais, acertando-se naquele espaço, sincronizando-se.
Seu corpo magro, enxuto e de articulações flexíveis dobrou-se um pouco, alogando-se.

E se alguém tirasse uma foto, o negativo mostraria um casal de idosos.

Natália Albertini.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Eu te vi no metrô hoje.
Sei que você me viu também.
E juro, nem me importei.

Sinal de que preciso de um psiquiatra?

Natália Albertini.