domingo, 2 de abril de 2017

Outra vez.

Mais uma vez, a morte me pega de sopetão.
Numa sexta à noite, quando tudo ia bem, a morte veio pelo telefone, nos deprimir, nos revirar.
"Infelizmente, ela não aguentou", foi a mensagem passada.
Muita correria, meus pais viajaram na madrugada com meus avós para chegarem até meu tio, lá no Sul.
E estamos nos falando por whatsapp por enquanto.
Minha mãe diz que está tudo até que bem, sem muito choro... Mais de vinte anos, fazia, que ela teimava com o câncer em deixá-la por aqui mais um pouco.
"Foi melhor assim pra ela", a gente tenta se consolar...
Foi? Será?
É engraçado como a gente tenta achar meios de aliviar a dor.

Eu sei, tia, que a gente não se via há um tempão. Mas sei também que o amor era puro. Assim como meus cachos sempre nascem loiros e o seu cabelo sempre nascia tão preto e forte, como você sempre brincava.

Isso ai.
Outra vez você vem mostrar seus caninos e me derrubar. 
Parabéns, você não erra nunca, desgraçada.
Espero que um dia se depare consigo mesma. E que se leve.

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