segunda-feira, 21 de abril de 2014

Untitled.

Eis que aos 21 anos de idade, me sinto nostálgica as fuck.
Revirei meu blog nessa última hr e achei tanto texto, tanto sentimento, tanta gente, tanto eu que deixei pra trás... E pelo simples fato de crescer, de mudar de fase, de o tempo ser inconstante.
Escrever esses dois primeiros parágrafos já são o suficiente para me causar náuseas, dores agudas no peito e uma incrível bola de lágrimas na garganta.
Acho que por isso agora minha ausência desse blog é sempre tão mais espaçada.
Acho que me tornei menos humana, e mil vezes mais covarde.
Sinto muita falta de escrever, mas escrever como escrevo implica em vomitar meus sentimentos em palavras, e isso sempre vem com uma dor incrível, é um peso quase que insustentável, e talvez por isso eu o tenha evitado tanto.
Meu Deus, eu já deixei tanta gente pra trás... Isso me dói.
Uns de propósito, mas a maioria, não.
Sou grata por sempre ter escrito pelo que estava passando, porque, hoje, quando releio meus textos, do ano passado ou de 2008, ainda consigo lembrar quase que exatamente o que me impulsionou a escrevê-lo e como eu escrevi aquilo.
Sinto falta daquela menina de 15 anos que foi contra o instinto da mãe e andou sozinha por São Paulo pra fazer um curso de escrita. Sinto falta daquela menina que se fazia de durona, que sempre se dizia bruta e fria, mas que, no fundo, guardava algumas coisas.
Hoje, eu continuo me mostrando fria, o problema é que isso já é muito mais próximo do que realmente sou por dentro... Onde é que vim parar?
Tenho uma gaveta cheia de pedaços de papel, cada um com um nome ou uma foto, a gaveta está inundada deles, mal abre.
Por cima, e na frente, estão as pessoas que nunca deixo sumirem da minha vida, mas mais ao fundo, mais pra trás, existem tantas outras... E o que me falta para resgatá-las? Porque deixei afundarem tanto?
Sim, eu sei, nada é constante nem permanente, mas por que ainda não inventaram o botão de replay pra vida real?
Eu sinto falta dos meus amores platônicos, de amigos que tive, e muito mesmo dos meus avós. Principalmente de você, vô. E acho que você sabe como sofro por isso todas as noites, mesmo quase quatro anos depois.
E sabe o que é pior de tudo?
É que isso me tirou um pedaço tão grande de humanidade que hoje não consigo ficar muito tempo perto dos meus outros avós, porque tudo deles me faz lembrar você, ou porque eu tenho medo de me apegar demais a algumas manias deles que sei que me afundarão o peito só de lembrar quando eles se forem.
Hoje sou uma pessoa feliz, mas revirar esse blog sempre me faz pensar em quão mais... Extensa eu parecia ser.
Meus sentimentos hoje são muito mais simples e diretos, quando não expostos a situações extremas.
Talvez fossem só os hormônios da adolescência, que faziam tudo parecer mil vezes mais intenso, mas de qualquer forma...
Sinto falta de muita coisa.

Eu não queria crescer...
Não queria, mesmo.

Natália Albertini.

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