sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Über?

Eu estava bem irritada, porque havia esperado uma carona e não tinha dado certo, então, além de sair atrasada, ia ter que pagar por um Uber.
E tem outra, tava garoando. Aquele clima horrível de fim de tarde em São Bernardo.
Ah, foi me irritando também o fato de passarem os minutos e o cara não chegar pra me buscar, o GPS do Uber tava bagunçado, então já viu...
Enfim, chegou. Emerson, chamava. Num Honda City bem confortável, por sinal.
O caminho do escritório pra minha casa não durava mais que 15min, mesmo.
Eu realmente não sei como, mas ele começou a me contar que havia voltado da Alemanha nesse ano.
Ele teve um restaurante aqui em São Paulo durante 30 anos. Tinha se casado por aqui e teve até um neném!
Quando o bebê tinha por volta de um ano, eles resolveram vender tudo e simplesmente ir morar em Düsseldorf, onde ele abriu um café e eles viveram durante 2 anos.
Eles acabaram se separando e ele voltou para "resolver algumas pendências aqui", sobre as quais, claro, eu querendo evitar ser nosy, não perguntei, mas ele mesmo assim disse que pretende voltar pra lá ainda no ano que vem. Que está trabalhando e juntando dinheiro pra isso.
Que é um lugar maravilhoso pra morar. Que as coisas deram certo. Que, claro, ele passou por bons perrengues, mas que aquela cerveja e aquela comida e até mesmo aquele povo fizeram valer a pena.
Caralho, sabe... Caralho!
CARALHO, mundo, universo, sei lá que merda de força pode existir nesse planeta.
Jura?
Jura que nessa fase de pensar tanto nisso, você me joga uma dessas na cara?

Gastamos os últimos minutinhos contando experiências engraçadas que vivemos na Alemanha e sentindo saudades da cerveja e das Bratwurst.
Eu não podia simplesmente sair, sabe? Sair e só.

Eu agradeci Emerson:
- Cara, que foda... Muito obrigada MESMO por essa conversa. Só meu deu mais fôlego, mais ânimo pra seguir no caminho que venho traçando.
- Nossa, EU que te agradeço. Isso só serviu pra me lembrar meus objetivos e me fazer ir em frente!
- Emerson, tenha um ÓTIMO final de semana.
- Natália, você também! E boa sorte na sua jornada!
- Pra você também!

Foi isso...
Eu precisava escrever, pra nunca esquecer isso.
Espero ir tomar um café com Emerson daqui uns 2 anos, mas pedindo Kaffee mesmo.

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