sábado, 23 de fevereiro de 2008

Os Três T's

Panic! at the disco - Camisado
<\embed> src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=111d8e6b08fcf906555b1891b603924a" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false"

A maçaneta foi pressionada pela mão comprida, fina e feminina de Samanta. Estava de costas para a peça ebúrnea. Porém, não estava apenas encostada nela, não, estava contra ela, fazia força, pois tinha todo o peso de Thales sobre ela.
O rapaz alto, de cabelos bagunçados e castanhos e olhos verdes, que tinha por volta dos vinte e cinco ou trinta anos, beijava a mulher de meia-idade com volúpia, além de passar-lhe a mão por todo o corpo com visível gula.
As luzes rasteiras do jardim, assim como a da pequena varanda frontal, encontravam-se apagadas, portanto, os vizinhos não os veriam nem se realmente quisessem. O pedaço mais jovem do casal afastou o rosto alguns milímetros e reforçou a pergunta que havia feito há alguns instantes:
- Tem certeza que não tem ninguém em casa?
- Tenho. Tadeu ia passar a noite na casa de um amigo, e Tarcísio disse que ia voltar muito tarde do trabalho. Então, temos um bom tempo, não se preocupe.
Tadeu era o filho de dezesseis anos de Samanta. Já tinha quase alcançado a altura do pai, isso é, por volta de um metro e oitenta. Tinha os ombros largos, as feições e os braços fortes muito semelhantes aos do pai. Agora que tinha cortado o cabelo, tinha ficado ainda mais parecido ao marido de Sam.
A maçaneta girou por completa e abriu a porta. O casal adentrou a sala sem acender luz alguma, subiu as escadas e dirigiu-se ao segundo aposento: o quarto de Tarcísio e Samanta. Os dois fizeram tudo isso sem se desgrudarem ou diminuírem a agitação dos hormônios.
A mulher que, apesar de passar um ou dois anos dos tão temidos quarenta, tinha uma aparência desejável e conservada, adiantou-se em arrancar a camisa de Thales, jogá-la ao chão e abrir-lhe o zíper das calças. Ele, por sua vez, puxou-lhe a saia que complementava o terninho com força, juntando-a à camisa.
A cama balançava no mesmo ritmo dos gemidos. O barulho podia ser ouvido tanto do quarto de Tadeu quanto do escritório de Tarcísio, aposentos vizinhos do quarto do casal.
A casa estava escura por inteiro. Todavia, durante os arranhões, afagos, suspiros, gemidos, mordidas e beijos provenientes da relação extraconjugal, a luz de um dos cômodos ao lado do quarto se acendeu.
O tempo que Samanta levou para perceber a luz se acendendo e os passos da pessoa ressoando no corredor, foi o tempo que o tal morador levou para chegar à porta e apontar-lhes uma arma.
Sam sobressaltou-se e agarrou com toda a força Thales que, por sua vez, prosseguia com os sussurros e os movimentos contínuos. O paspalho simplesmente ainda não tinha percebido a situação. As unhas da mulher fincaram-se na pele bronzeada do rapaz e o imbecil percebeu a aflição da parceira. Quando finalmente olhou para trás, viu um vulto. Nem a própria mãe ou esposa pôde reconhecer qual dos dois estava postado de pé à porta: o filho ou o marido.
Apesar de ter uma fina camada de claridade a seu favor, não conseguia enxergar se os olhos eram verdes como os de Tarcísio ou azuis como os de Tadeu. Viu apenas um brilho avermelhado se destacar.
A mão que apontava-lhes a arma puxou o gatilho. Samanta finalmente descobriu quem era e berrou:
- Ta....
Tarde demais, o projétil deixou seu abrigo e atingiu as largas costas do rapaz moreno que, consequentemente, dificultou o escape da mulher. Não conseguia mover-se direito com todo aquele peso sobre ela. Assim que tirou-o de cima de seu tórax, um segundo tiro atingiu-lhe.
O casal jazia silencioso sobre o jogo de lençóis egípcios com 800 fios agora manchados com aquela espessa e escura camada de elemento essencial humano.
O atirador aproximou-se dos dois e checou-lhes o pulso: nada, estavam bem longe dali. Pôs as mãos para trás, levantou a jaqueta de couro e colocou a arma por debaixo da calça. Cobriu a coronha com a blusa e deixou o quarto. Apagou a luz do aposento do qual saíra e deixou a casa com certa pressa.
Roubara uma das Mercedes da garagem e deixara a cidade. Com aquela idade, conseguiria qualquer emprego que quisesse.
Durante a viagem, deu-se por conta que mais uma família havia sido vítima dos três T’s: traição, teimosia e tragédia.

Natália Albertini.

3 comentários:

Marco disse...

hmmmm, gostei, como você descreveu a relação, e os detalhes dos "amassos" xD

bjo pra escritora mais linda do meu mundo
=***

Leka disse...

ual, estol xocada!
puro devaneio menine

haha
bj

Ana Paula disse...

Eu tenho o maior orgulho de dividir esse blog com você,apesar de você postar mais do que eu.

E quer saber por quê?

PORQUE VOCÊ É FODA,MENINE!