terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Pra ninguém ler.

Esse calor infernal que envolve e sufoca meus pensamentos como um abraço de urso ás vezes me irrita. E não sei se o mais irritante é o calor ou meus pensamentos, ou se simplesmente é a combinação desses dois elementos desgraçadamente persistentes.
É só que um cansaço tão grande me abateu hoje. Não, óbvio que eu não estampei isso no rosto pra todo mundo vir me perguntar o que eu tinha. Dei risada como sempre dou, sorri como sempre sorrio, abracei como sempre abraço, andei como sempre ando, engoli como sempre engulo, assim, empurrando, escondendo até de mim aquilo que talvez não seja muito agradável de se descobrir.
Se ainda fosse um nome só que me confundisse. Mas acho que são até dois (ou mais?) que estão me perseguindo por esses dias. E não o fazem por eu suspirar por eles muitas vezes, não, é exatamente pelo contrário. É exatamente por eu não fazer isso.
É, mundo. É, blog. É, olhos curiosos e pacientes que leem [sem acento, de acordo com a nova (estúpida) regra gramatical], é isso. É só mais uma forte pontada de egoísmo. Realmente, espero que ninguém tenha lido isto até o final, porque é simplesmente uma bobagem enorme daquelas que a gente põe pra fora só pra ouvir a própria insanidade.
Não vou procurar motivo algum pra toda essa angústia e melancolia (ai, melodrama), se é que existe algum, né? Porque tenho certeza que, mesmo que não haja, minha mente vai dar um jeito de me empurrar dum precipício onde encontrarei razões insanamente nonsense que, por alguns míseros segundos, farão muito sentido, e irei (fingir) me martirizar até o fim do dia, martelando naquela específica razão que de racional não tem nada.
Ah, anyway... Só espero que tudo dê certo pra você hoje lá naquilo tão importante, nome 1. E, pra você, nome 2, tomara que tenha um bom jogo na sexta-feira.

Ps.: ah, é, (tri)feliz três anos de namoro pros meus amores, Gustavo e Carol. Desejo-lhes tudo de bom, e vocês sabem mais do que ninguém. Beijos especiais a vocês.
Ps2.: "all that is left is all that i hide..."
Natália Albertini.

Um comentário:

Hacius disse...

Putz...
Estou ficando meio assimseilá em ler seus escritos. Tipo, dá uma espécie de tristeza. Acho que porque estou tentando virar uma pessoa 'normal', mas quando leio o que escreve eu me vejo nos seus 'pensamentos-escritos'. E me lembro que não sou 'normal'.
Aí me vem aquela vontade de ler tudo que escreve... e mais ainda. Pensar que pode haver alguém que seja, mesmo que infimamente, um pouco parecido comigo já me faz feliz
=D