segunda-feira, 25 de maio de 2009

Condenado a ser livre.

Uma das primeiras pontes que permitem ao ser humano tocar o mundo que o rodeia é um material de borracha externamente colorido e desenhado: a chupeta.O objeto é simplesmente enfiado na boca do bebê para fazê-lo parar de chorar, bem como a liberdade o faz, ainda que nos acompanhe por mais tempo que a chupeta.
Assim que é expelido para o mundo, ainda que desprovido de roupa e dignidade, o pequeno humano recebe seu primeiro valor social: a liberdade, tanto que o exerce assim que enche seus pulmões de ar: chora. Essa conquista de seus antepassados lhe é quase que empurrada garganta abaixo, pois, apesar de dar-lhe a opção de escolher tudo, é a única que não pode ser escolhida.
Como a chupeta, o homem faz uso da liberdade como bem quer em seus primeiros anos de vida: grita, resmunga, chora e faz birra, tudo por escolha própria. Porém, com o passar do tempo, o valor que o liberta, bem como a borracha que lhe ocupa a boca, começa a se mostrar nem tão vantajoso, uma vez que as bifurcações da vida começam a aparecer com mais frequência, exigindo cada vez mais o amadurecimento e a responsabilidade e, por muitas vezes, trazendo a solidão, já que certas escolhas nem sempre são bem-vindas à liberdade de outros humanos. As desvantagens fazem com que alguns renunciem à sua condição humana, se submetendo a de outros.
A liberdade, conquistada por nossos antepassados por meio de pensamentos e revoluções, é então, apesar de nos proporcionar certa angústia às vezes, nossa condição humana mais básica e irrevogáveis, devendo sempre ser celebrada e utilizada, pois deixa de ser humano aquele que não o faz.

Natália Albertini.

Ps.: apostos e redundâncias á parte, se os corretores do meu vestibular forem tão bondosos quanto a Zezé foi...tô na USP, beijos.

Um comentário:

P. disse...

N O S S A.
Não tem mais o que falar.