domingo, 6 de novembro de 2011

Antebraço.

Ele se escorava à porta do carro, de vidros escuros e intransponíveis, no banco couriáceo traseiro.
No meio de suas pernas abertas, as costas dela escoravam-se em seu peito desnudo.
A cabeça de cabelos longos pousava em seu ombro esquerdo. As mãos dela lhe beliscavam a perna e lhe puxavam os cabelos da nuca.
Ele tinha antebraços fortes e braços mais fortes ainda. Uma de suas mãos apertava o peito esquerdo dela, por baixo da camiseta.
Ela abriu os olhos por alguns instantes. Olhou o volume que a mão dele fazia sob a camiseta. Seus olhos continuaram a descer. Viu seu abdôme desnudo, com um antebraço dourado, de veias visíveis, com um pulso largo e pesado, adentrando-lhe a calça, pressionando-lhe mais abaixo.
Respirou fundo e fechou os olhos novamente.
Ele lhe sussurrou alguma indecência ao pé do ouvido.
Seu peito subiu.
O arrepio desceu.

Ps.: tava faltando uma baixaria aqui, né?
Natália Albertini.

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