sexta-feira, 6 de março de 2009

Dor de ouvido.

Esse aqui, meus amores é um pedido de desculpas imeeeenso. Por favor, não fiquem chateados comigo, eu sei que lhes devo contos e mais contos, mas acontece que tô passando por uma fase bem estranha.
Essa semana principalmente tá bem complicada. Essas amígdalas não voltam pra onde deviam ficar nunca, que inferno! Fica incomodando, argh...
E de novo tenho percebido que quero cada vez mais ficar sozinha. Os assuntos dos outros não trato com desprezo, óbvio, mas simplesmente parece que não tenho mais aquela necessidade que tinha antes (ainda que pouca, comparada à de outras certas pessoas...) de saber deles. Sobre os meus assuntos? Eu os organizo numa conversa comigo mesma, e juro que todas as vezes que falei algo sobre mim mesma para terceiros nesta semana, foi por ter me obrigado, só para ver como sentia aquilo saindo. E o que senti? Exatamente nada. E essa necessidade de externar as coisas tem se perdido cada vez mais...
Eu só não quero me tornar mais uma Carrie (era só o que me faltava: menstruar na frente de todos...).
Meus tímpanos doem com os ecos de meus próprios canhões.


*Tinha se aguentado forte e inteira durante o dia todo. Cabeça erguida e braços abertos, apesar de não falar muito. Entretanto, depois de chegar em casa, passados alguns instantes, percebeu que estava escondida do mundo. Tirou do pescoço a lembrança da lua que a havia protegido durante o dia, colocou-a de lado e afogou-se no travesseiro, disparando um diálogo rápido, unilateral e encharcadamente salgado com ele.*

Natália Albertini.

Um comentário:

Billy disse...

Juro que não te acho esquisita ou Carrie; A Estranha por não se externar tanto...
Mas, você deve saber que nunca vou hesitar em ouvir qualquer que seja a sua história, abafada ou não pelas amígdalas.
Nunca mesmo, mizifi.