quarta-feira, 8 de julho de 2009

Pulsos mordidos, olhos secos.

Vou me saturando de periferia, mas ainda me falta o centro, minhas bases, meus pilares (que agora mais me parecem de areia).
Á beira de outro colapso encontra-se meu meio, mas minhas extremidades parecem ainda vibrar com as amenidades que me alegram parcialmente, disfarçando o mar que por dentro se contém.
Por que a distância? A droga da distância...
Por que tudo isso voltando, surgindo, indo e voltando tão à tona?
Bem, acabei de massacrar ambos meus pulsos de tanto mordê-los, espero que sangrem bastante, que chorem no lugar de meus olhos, já tão cansados.
E até agora não consegui nomear isso que tô sentindo. Um sentimento de raiva misturado com...ai, não sei o que é! Droga.
Scheizer, scheizer, scheizer!
E juro que nessas horas me dá uma vontade enorme de explodir que nem a Fera faz, emitindo luzes dos pés e das mãos (?) até virar príncipe. Mas ai eu podia virar eu mesma, mesmo, só que sem toda essa reviravolta por dentro.
Puta inferninho isso, viu? Te contar...

Natália Albertini.

Um comentário:

Gustavo Fialho disse...

putz, adoro textos furiosos.