domingo, 4 de julho de 2010

Minhas cicatrizes.

Ao som de John Mayer, me peguei perscrutando-me.
Meus dedos da mão esquerda acariciavam inconscientemente uma pequena cicatriz em meu pulso direito.
Me peguei pensando em quanto gosto do meu corpo.
Não, fiquem tranquilos, não é nenhum momento narcisista, até porque estes me estão em falta ultimamente.
Estava simplesmente me dando conta de quão importante é nosso corpo.
Eu, escritora ávida que sou, percebi que escrevo a todos os instantes. Um simples movimento de cabeça pode traduzir três ou quatro palavras.
Imersa nessa reflexão, chequei o quanto meu corpo é capaz de armazenar.
Entendam, tenho eu algumas cicatrizes de quando criança espalhadas pelas pernas, pulsos e até mesmo uma sobrancelha, que me recordam minhas primas, as festas de aniversário na casa de meus avós.
Tenho, do lado esquerdo do corpo, duas áreas arroxeadas - uma no braço e outra na cintura - que me fazem lembrar da noite passada.
Ainda pela cintura, mas na metade direita, tenho uma cicatriz de mordida que me acompanhará pelo resto da vida. E feita justo por uma das pessoas que eu não quero mais encontrar.
Tenho tantas outras marcas...
Ao percebê-las, intimamente me percebo.
Ainda sou nova, eu sei. Contudo, não fazem ideia do quanto acho bonito ter estampado em meu corpo quem eu sou, inegavelmente.
Vejam, digo isto pois só conheço assim tão bem o meu próprio corpo. Mas acho que o exercício de análise é válido e proveitoso para qualquer um.
Faz um bem inimaginável.
Tentem.

Ps.: não sei, só achei muito interessante e resolvi postar...
Ps2.: tive ideias fabulosas de cenas, mas ainda estou receosa quanto a postá-las aqui, quem sabe mais pra frente, sim?
Natália Albertini.

Um comentário:

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Obrigado.