quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Vocês se amam? Pra sempre? Jura?

Sou só eu que me sinto plenamente satisfeita quando o relacionamento de um casal termina?
Não, gente, não é maldade, eu não sou fria e calculista e, sim, tenho um órgão bombeador de sangue também.
É só que acho tudo muito interessante.
Não sou adepta do sentimentalismo exagerado. Na verdade, já senti repulsa pelo simples tom sentimental emitido por algumas pessoas. Hoje sou mais tranquila com isso. Mas o exagero e a irrealidade com que esses sentimentos são expostos ainda me incomodam bastante.
E, claro, se pronuncio esse tipo de coisa em voz alta, olhadas tortas e proferição de palavras ruins são expelidas com prontidão.
Entretanto, não mudo minha perspectiva.
Eu não acredito em amor eterno.
Isso não quer dizer que eu seja má, que eu não tenha um pingo de esperança na vida ou que nunca vou encontrar um pra mim, que nunca vou mudar de opinião. Mas por enquanto, não acredito. E nada me faz acreditar. E não tenho vergonha de proclamar.
Ainda acho uma grande besteira quando alguém me fala "esse é pra vida". Como tenho amadurecido, portanto, não sinto mais uma vontade quase incontrolável de estapear o rosto do infeliz que me disse isso. Simplesmente aceno com a cabeça e fico indignada somente por dentro (calma, gente, ainda não tão madura a ponto de simplesmente ignorar).
Já pararam pra reparar nisso? Em como as pessoas se doam mais do que deveriam aos outros? E como elas adoram que o resto do mundo (leia-se por Facebook) saiba?
Se você não é uma dessas pessoas, me perdoe e fique à vontade para se tornar um dos meus melhores amigos, mas a aqueles que o são, sinto muito, acho uma imensa babaquice.
Por quê?
Ora, claro, eu explico.
Depois de alguns meses ou até anos, aparece um "Fulano went from being in a relationship to being single".
Sabe, não consigo evitar que aquele sorrisinho de canto me escape aos lábios.
Porque durante aquele tempo todo, a errada fui eu em falar que nada dura pra sempre. Eu era maluca, lembra?
E agora, olha só, aconteceu justamente o que eu explico aqui.
Que coisa...
E as pessoas ainda teimam em acreditar nesse tal de "pra sempre". Gente apegada, ?
Depois de anos ao lado de alguém, como num casamento por exemplo, não acho que ainda exista amor. Acho que existe, sim, o hábito. E a paixão pelo hábito, pela segurança e estabilidade. Mas amor de verdade?
Sinto muito, não acho que exista.
Por isso, que tal se jogar de cabeça nesse relacionamento que você está prestes a começar ou, quem sabe, já conta com ele?
Isso, se jogue, mesmo.
Faça o que quiser, diga "eu te amo" zilhões ou nenhuma vez, o que melhor lhe aprouver. Tanto faz.
Mas, meu bem, meu benzinho... Doce da minha vida, entenda: não prometa que será pra sempre. Isso só piora as coisas. Para ambos. E além de tudo, é falso.
Ah, outra coisa?
Se vocês realmente se gostam, não há problema nenhum em mostrar isso pra sociedade.
A chateação dos outros vêm do fato de que vocês não mostram isso... Vocês esfregam na cara da sociedade como se sua vida girasse em torno dessa palavra de quatro letras.
Uma simples reflexão gerada por mais um término de namoro afixado na minha timeline.
As coisas acabam, bebês. C'est la vie.
E a graça não é mesmo fazer todas as besteiras com gente nova?

Ps.: fazia tempo que eu não sentava nesse ventinho da minha janela e escrevia sem pretensão alguma. Miss that.
Natália Albertini.

Nenhum comentário: