quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Borbolínea.

O astro dourado brilhando no alto, as nuvens escondidas do outro lado do planeta, a rede parada, estática na varanda longínqua, o barulho da piscina ainda mais longe, o cheiro de carvão queimando desde as nove da manhã, a grama seca, mas ainda verde, o ar rarefeito, difícil de ser respirado, o biquíni meio úmido, a sensação do algodão da canga debaixo das costas, o cabelo jogado de qualquer jeito, o peito subindo e descendo de forma profunda e relutante, reclamando da escassez de oxigênio, e ela ali, deitada sozinha, naquele calor que tornava o mundo todo uma imensa TV de cachorro, pensando nas idas e vindas da vida, tornando-se quase que ela mesma uma própria gramínea, ou borboleta. Como preferir.

Ps.: calor pra caraaaaca, mas assim que é bom. (H)
Natália Albertini.

Um comentário:

Yoseff disse...

há! praia ¬¬" ... é mas joguei rugby! =P ahhahahaha