sexta-feira, 24 de junho de 2011

Queima.

Saiu do prédio em direção à rua, com a blusa meio caída ao ombro esquerdo. No outro, a bolsa pendurada, aberta, de onde ela tirava o celular com mãos frescas.
Uma mulher menos corpulenta e juvenil que ela a parou:
- Por favor!
Atenciosa, levantou os óculos-de-sol, fazendo com eles uma tiara aos curtos mas pesados cabelos alaranjados.
- Pois não? - sua voz era adocicada e prestativa.
- Qual é o número do apartamento da síndica?
- 12, se não me engano, senhora - os cílios pôr-do-sol.
A mulher de meia idade sorriu, singelamente agradecida, e completou:
- Que Deus te abençoe!
Já se afastando, o pequeno raio de Sol engoliu aquelas quatro palavras como se fogo lhe descendo a garganta.
Os olhos flamejaram e teve uma comichão nos braços, quase deixando a subpele vermelha subir à tona.
Malditos. Malditos fossem!
Jogando suas bênçãos aos ventos, a aqueles que mais as desprezavam e odiavam.
Fez os olhos saírem do vinho e voltarem ao cinza, indiferentes, gélidos.
Voltou-se a seu propósito maior.
Eles que se afundassem na própria fé.

Ps.: I know it doesn't seem to make any fucking sense, buuuuut...
Natália Albertini.

Um comentário:

Rosy disse...

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