terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cheshire.

A bolsa me pesava no ombro esquerdo, jogada para trás.
Os pés já pediam descanso, as pernas caminhavam duras, sérias.
The Corrs aos meus ouvidos.
Cachos presos ao topo da cabeça.
Olhos semi-cerrados de cansaço.
Então uma luminosidade alta me chamou atenção. Olhei.
Era ela, gibosa e prateada, sorrindo pra mim.
Sorri de canto de volta para ela.
Continuei meu andar sem tirar os olhos daquele brilho tão reconfortante.
Esperei, em vão, o gato de Cheshire aparecer e me confundir com caminhos diferentes.
Então, me confundi por mim mesma.

Natália Albertini.

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