quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Desperdício de pele.

Shiny Toy guns - Le Disko
<\embed> src="http://www.mp3tube.net/play.swf?id=2479334e9a96cbef0d673aa7f22ef672" quality="High" width="260" height="60" name="mp3tube" align="middle" allowScriptAccess="sameDomain" type="application/x-shockwave-flash" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" wmode="transparent" menu="false" Andava com a cabeça erguida e com os braços soltos, balançando como bem queriam. Os cabelos estavam presos à metade, deixando a parte de cima presa e a de baixo, solta e graciosamente encaracolada. O vestido acima dos joelhos, de alsas largas, de cor laranja e que permitia ao biquíni aparecer parcialmente, delineava-lhe o corpo de maneira atrativa. Os chinelos que calçava eram de um modelo diferente do usual e tinham a cor verde claro. Os brincos eram de tamanho mediano e o colar com um pingente de dragão enfeitava-lhe o colo.
Tinha um sorriso estampado no rosto e conversava alegremente com sua amiga, igualmente atrente e merecedora de atenção. Ambas estavam moderada e agradavelmente receptivas.
Ao chegarem ao local desejado, caminharam por algum tempo, ganhando alguns olhares famintos e palavras de pedestres da mesma calçada que beirava a praia. Decidiram retornar e sentarem-se em algum banco.
Sentaram-se, estabilizaram-se e mudaram de assunto. O assunto agora era os garotos que passavam em frente a elas. Alguns eram realmente desejáveis, outros, nem tanto e outros, bem... Outros não eram tão chamativos, por assim dizer.
Vários deles as olhavam apetitosos, mas não passavam disso: lobos famintos. Outros trocavam com elas algumas poucas palavras, mas não se aproximavam. Haviam ainda aqueles que eram mesmo atraídos e chegavam a sentarem-se mais á frente para discutirem se valia ou não a pena "trocar uma idéia", como diziam eles.
As garotas frustraram-se, uma vez que nenhum deles teve coragem ou falta de vergonha suficiente para contatá-las diretamente. Afinal, o que tinham elas de tão errado?
Elas não tinham o corpo visivelmente desagradável, do que eles normalmente não gostavam nem um pouco. Elas não tinham aquele ar de superioridade nem muito menos o de inferioridade. Elas tinham uma conversa envolvente e um rosto sinceramente bonito.
Passaram a falar sobre a razão de não serem abordadas uma vez sequer. Sabia que era tolice e futilidade, mas, afinal, era adolescente e, ainda por cima, mulher, logo, tinha dessas coisas de vez em quando.
Começou a achar que era espantadoramente horrenda. Não, não seria isso, senão, nem olhares daquele gênero ganhariam. Seriam olhares abismados ao invés de parcialmente interessados. Começou a achar que elas tinham cara de garotas fúteis e sem conteúdo. Não, não, disso jamais se convenceria, pois sabiam que não eram. Nem que lhes disessem isso, jamais acreditaria. Sabia que sempre haveria alguém infinitamente mais fútil.
Abandonou tais pensamentos quando uma súbita sensação tomou-lhe o corpo. A sensação que lhe disse que não queria alguém para se atracar pelo resto da noite. Não, não era isso que buscava agora. Queria apenas alguém que papeasse com elas sem segundas intenções que precisassem ser saciadas exatamente naquele momento. Queria alguém com uma conversa acolhedora e, se acontecesse algo mais, bem, aí seria um belo de um lucro...
Dois garotos se aproximaram delas. Eles não eram deuses gregos, mas pareciam ser bastante simpáticos. Resolveu prosseguir receptiva. Eles fingiram um sotaque e ela fingiu uma risada, fingindo-se entretida com a piada, bem como sua amiga.
Os dois pediram para sentarem-se e a partir daí não fizeram mais que rir com algum tipo de piada interna. Mais pareciam dois imbecis. Piadas internas são realmente boas, porém não quando se quer conhecer alguém novo e, se possível, conquistá-lo(a). Ela revirou os olhos, inventou alguma desculpa e esquivou-se dos dois, que prosseguiram sentados e rindo.
Ao afastar-se do local, chegou, juntamente a sua amiga, à conclusão de que os tontos eram eles e não elas que não eram atraentes. Chegaram à seguinte conclusão: os homens eram todos uns covardes e que ainda por cima não faziam uso do coração pulsante que tinham a mais que as mulheres.
Riram-se disto por alguns momentos e depois voltaram a alguma outra conversa que valia a pena, pois aqueles garotos que as olharam certamente não mereciam horas de comentários.

A gente finge que a garota não sou eu, tá?
Voltei do outro planeta.
Natália Albertini.

3 comentários:

Laryssa disse...

Tá. A gente fingi que nem é você.
Juro que logo no primero paragrafo eu nem reparei que era você :D
é, creioq eu os garotos não são tão corajosos quanto se imaginam, nem mesmo tão interessantes como parecem.
Acho qeu eu sim, gostaria de star em outro planeta --'
Mas fazer o que, como nã tem jeito, a gente vive nesse mesmo, enfrentando as coisas futeis, tanto de garootos como de garotas :D

te amo natá.
saudades.

Tamiris disse...

Ná, querida!
adorei a minha pequena participação no conto, hayah.
Mas faltou a fala mais engraçada:
- olha a raspatxêê!!
huyaaha
e você nem me colocou ancorada. huhuhu

ai ai, esse dia sim eu ri de doer a barriga, e até de dar vontade de ir ao banheiro, hayha

minha "pequena", adorei passar esses dias ao seu lado, quero contiar crescendo ao você.

grande beijo Tama.

betinha... disse...

Uauu!.
Arrasou no post..
quase chorei aqui, ficou muito bom
mesmo guriaa..

continua assim q c tem futuro.
bju pra ti!