terça-feira, 9 de junho de 2009

Lis no peito, flor de lis.

[...]
"- Em que medida o trabalho de Clarice Lispector, no caso específico de 'Mineirinho', pode alterar a ordem das coisas?
- Não altera em nada. Não altera em nada. Eu escrevo sem esperança que o que eu escrevo altere qualquer coisa. Não altera em nada.
- Então por que continuar escrevendo, Clarice?
- E eu sei? Porque no fundo a gente não tá querendo alterar as coisas, a gente tá querendo desabrochar de um modo ou de outro, né?"
[...]

Entrevista concedida por Clarice Lispector ao jornalista Junio Lerner em 1977, na época de publicação do seu último romance, A Hora da Estrela.

Desculpa, simplesmente não sei explicar isso que tá percorrendo meu corpo inteiro agora. Nunca tinha sentido nada nem de longe assim. Acho que é a mesma sensação que uma criança tem ao decidir que o Homem-Aranha é seu ídolo. A minha decisão só foi um pouco tardia, mas quem sabe não mais duradoura?
Nunca tinha me identificado com alguém assim, de tremer e arrepiar ao ouvi-lo falando. De sentir a pele vibrando a palavra "destino". Tá, completamente piegas, mas...ah, deixa, desisto...não sei explicar mesmo.
Só um detalhe: a data mais provável de seu nascimento é dia 10 de dezembro, meu aniversário. ¬¬'

Natália Albertini.

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