terça-feira, 16 de junho de 2009

Quebra de Rotina.

Abaixo de seu corpo deitado com as costas para cima, os lençóis estavam completamente desarrumados. Tinha os braços cruzados, servindo de apoio ao pescoço que, por sua vez, pendia para fora da cama, deixando a cabeça caída. Os cachos caíam de maneira bagunçada, descobrindo sua nuca.
A única peça de roupa que vestia era o par de calças jeans, bem arrumado em comparação ao bolo de roupas amassadas ao lado.
Ao som de alguma música de idioma estrangeiro com batidas vibrantes, fixou os olhos no cômodo à diagonal direita, onde encontravam-se três pessoas. Eles conversaram e aparentemente se movimentaram muito, mas a cena que pareceu ser congelada foi a de um rapaz de pé e um casal abraçado na cama. Os três apontavam para ela, rindo. Neste instante, suas íris acinzentadas naquela noite se iluminaram, e um sorriso despontou em seu rosto.
Não se sentiu mal por estarem rindo dela, nem deveria. Sorriu não para acompanhá-los, sorriu para eles, para ela mesma. Pensou em quanto aquilo significaria dali a alguns anos, em quanto gostava daquelas três pessoas tão peculiares e únicas. Em como gostava de compartilhar shows do Iron Maiden, planos diabólicos para assustar os outros e quase todos os pensamentos por telepatia, sem contar os cachinhos quase iguais. Em como gostava de cada um pelo que eram, e dos três juntos pelo que formavam. Em como ficava feliz de tê-los por perto para tirá-la da rotina que tanto a enlouquecia.
Depois de dois ou três segundos vislumbrando isso, deu-se por conta que estava realmente numa posição estranha e merecedora de risos. Com a cabeça pendendo para fora da cama e as costas completamente nuas, não merecia muito respeito naquela hora, mesmo. Sorriu novamente, mas debochando de si mesma desta vez, e levantou, começando a procurar a última peça de roupa que havia tirado, e podia jurar que fez isso com as luzes apagadas.

Ps.: vocês sabem que é pra vocês. Só quero agradecê-los por isso e por tudo o mais, principalmente por serem vocês e por me deixarem ser junto. Sinceramente...sem limites, galera. He-he.
Natália Albertini.

Um comentário:

Leticia disse...

Não existe comentário que explique, a sintonia telepática faz com que vc saiba exatamente o que é isso. E eu não conseguiria pensar em 3 melhores pessoas pra passar o sábado (e o resto da vida), muito menos conseguiria imaginar um dia assim, tão sem limites, HEHE.
O que eu sinto por vcs, não existe nada maior, sério.
MAS OW, TODO MUNDO VIU hahahahaha
Te amo, sério