terça-feira, 2 de setembro de 2008

Bigodes de Sabiá.

A janela deixava passar, por uma fresta, o amarelo necessário para clarear o cômodo. A persiana branca batia sutilmente contra o vidro, embalada pela calmaria das cinco da tarde daquela primavera. A coberta florida pendia da cama num de seus cantos, subindo e descendo no mesmo ritmo da cortina, bem como se moviam os finos e escuros fios de cabelo que descansavam sobre a boca de Bianca, envolta por piados amarelos e serenos de bem-te-vi com patas de gato.

Natália Albertini.

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