Os cabelos lhe caíam ao rosto, desembaraçados e insistentes. A coluna não tinha boa postura: se inclinava para que as mãos pudessem trabalhar melhor. Concentrava-se de forma pesada na foto que começava a aparecer no papel gelatinado imerso na bacia de revelador. O cronômetro batia os primeiros dez segundos da leve agitação que ainda devia ser levada até um minuto e vinte a mais. Ela tinha o corpo envolto pelo ambiente rasamente iluminado por alguns spots de luz vermelha . Sentiu, então, outro corpo pressionar-lhe contra a bancada. Outro pescoço pressionar-lhe o seu. Ele inalou o ar com força, enquanto ela arfou. Ambos sorriram. As mãos dele eram voluptuosas e rápidas. Acharam logo o caminho de sua cintura e, então, por dentro de suas pernas, beliscando-as bruscamente. Ela jogou um dos braços para trás e puxou-lhe com força os cabelos da nuca. Antes do cronômetro alcançar os nove minutos, os corpos já se enroscavam felinamente , rasos , vermelhos. Madrugada a dentro. Muitas vezes ...
Tinha os cabelos avolumados e meio molhados de suor. As pernas cruzavam-se, bem delineadas. Os pés encaixavam-se belamente nos altíssimos saltos. As unhas dos pés estavam pintadas de preto. Os olhos estavam num tom de cobre, agora inertes, mas que demonstravam atividade recente. A roupa bagunçada e meio suja mostrava sua não vontade de levantar-se e trocar-se. Ela tinha o laptop no colo. Digitava aqui e ali. Clicava agora e então. As unhas douradas e brilhosas moviam-se elegantemente pelas pequenas teclas. Uma janela de mensagens instantâneas subiu ao canto inferior direito da tela. Axl says: Hey, baby, sup? Jenny says: Hey. Nthg much, there? Axl says: Nthg much, Thought we could hang out some time. Jenny says: Sure. Axl says: What bout now? R u busy? Ela olhou para o relógio do computador: duas e meia da manhã. Jenny says: Well, no, but u c, it's almost three in the morning. Axl says: I know, but do u have anything better to do right now? Jenny says: Well, no... Axl says: So there...
Andreas puxou os curtos cabelos da moça, fazendo-a envergar a cabeça para trás. Ela gemeu. Ele grudou o corpo no dela, lambendo-lhe o pescoço de baixo a cima, de olhos bem abertos. Ela sorria com a dor, divertida. As mãos corriam pelos corpos despidos, gélidos e ardentes, lisos, acidamente adocicados, alcançando tudo o que viam pela frente. Tocando e arranhando. Xingamentos e maus nomes ecoavam pela derme de ambos, oleosas. O rapaz, sorrateiro, arreganhou o maxilar e fincou os dentes pontiagudos no ombro esquerdo dela, ao pé de seu pescoço. O sangue escorreu frenético e quente. Pastoso, de dar água na boca. Ele sugou com força e desejo, enquanto ainda a possuía carnalmente. A língua dele crescia de acordo com sua vontade, exponencial. Seu pescoço se banhava no sangue dela, bem como seu queixo e as pontas de sua crina. Seus olhos eram escuros e de cílios curtos. Ela não conseguiu expelir um grito sequer, mas pelo menos aproveitou seus últimos momentos com enorme prazer sanguíneo, hemáti...
Comentários